Reta final: Propaganda eleitoral reforça fim da escala 6×1 e coloca segurança e economia no centro do debate

No dia da última agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia antes da eleição de 4 de outubro, e que pode ser decisiva para o governador Jerônimo Rodrigues (PT), a propaganda eleitoral apresentada pelo PT, nesta terça-feira (29), repetiu a abordagem populista e reforçou a associação entre Lula e propostas voltadas ao trabalhador, com destaque para o fim da escala 6×1.
Os adversários Ronaldo Caiado (PSD) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram suas peças na segurança pública, economia e nas críticas ao governo petista, enquanto Augusto Cury (Avante) voltou a se apresentar como o candidato que pretende “curar o Brasil”.
Lula dedicou parte do programa a responder perguntas de eleitores e voltou a defender o fim da escala 6×1 sem redução salarial. Ele destacou que a mudança permitiria ao trabalhador ter dois dias de descanso por semana, com mais tempo para a família, estudos e lazer.
“O fim da escala 6×1 sem redução do salário, para você descansar um dia mais”, afirmou.
Na educação, o presidente citou o programa Pé-de-Meia e prometeu ampliar a iniciativa para todo o ensino médio, além de universalizar o ensino em tempo integral. A propaganda também destacou a proposta de isenção de impostos sobre a cesta básica e a redução do Imposto de Renda para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil. A peça ainda associou as propostas à continuidade do governo e afirmou que “essa mudança não pode parar”.
Ronaldo Caiado voltou a utilizar como principal argumento sua experiência como governador de Goiás destacando indicadores de segurança e crescimento econômico do estado. Ele também se apresentou como alguém que pretende levar o mesmo modelo de gestão para o país.
“Caiado vai botar ordem na casa”, afirmou a propaganda, ao defender o combate à corrupção e ao crime organizado, além de uma atuação firme contra o narcotráfico e o controle das fronteiras.
Principal adversário de Lula, Flávio Bolsonaro novamente fez um discurso de confronto. A propaganda apresentou depoimentos de eleitores que afirmaram ter votado no petista, mas disseram que não pretendem repetir a escolha.
“O Brasil está mais violento? Sim ou não? Comprar no mercado está mais caro? Sim ou não?”, perguntou.
Na área da segurança, Flávio prometeu criar o programa “Brasil Sem Medo” e classificar o PCC, o Comando Vermelho e as milícias como organizações narcoterroristas, além de propor o aumento das penas para crimes como furto de celulares.
Na economia, Flávio repetiu a promessa de fazer um “tesouraço nos impostos” e criticou a promessa de campanha feita por Lula em 2022: “Ele prometeu a picanha e está entregando ovo”, disse.
Em sua rápida inserção partidária, o candidato Augusto Cury manteve a estratégia apresentada em programas anteriores e voltou a se colocar como candidato associado à proposta de “curar o Brasil”, preservando o discurso centrado na saúde emocional.
Fonte: Politicalivre