Porto Seguro: Justiça afasta seis policiais denunciados por mortes durante operação em Caraíva

21 de julho de 2026 às 19:55

Porto Seuro: Seis policiais denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) pelas mortes de um guia de turismo, que teria sido confundido durante uma operação policial, e de um homem apontado pela polícia como líder de uma facção criminosa, em Caraíva, foram afastados cautelarmente das funções. A decisão é da 1ª Vara Criminal de Porto Seguro, que recebeu a denúncia e atendeu aos pedidos do MPBA.

Foram afastados os policiais civis Alan Brito Ribeiro e Anderson Luis Mota de Andrade, além dos policiais militares Angelo Rodolfo dos Santos Reis, Arthur Campos Barreto, Lúcio Mario Santos Sousa e Rodrigo Nogueira Mota. Eles também estão proibidos de manter contato com familiares das vítimas e testemunhas.

Segundo o Grupo de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp), do MPBA, os seis agentes respondem por dois homicídios qualificados. A denúncia sustenta que uma das vítimas foi atingida por diversos disparos em local público, enquanto a outra teria sido abordada, revistada e, em seguida, baleada. Laudos periciais, ainda de acordo com o Ministério Público, apontaram lesões compatíveis com agressões físicas antes dos tiros.

O MPBA denunciou ainda os policiais civis Alan Brito Ribeiro e Anderson Luis Mota de Andrade por fraude processual. Conforme a acusação, eles teriam alterado a cena do crime para dificultar a reconstrução da dinâmica das mortes. A eventual participação de policiais militares nesse tipo de conduta será analisada separadamente pela Vara de Auditoria Militar.

O caso ganhou repercussão após a morte do guia de turismo Vitor Cerqueira Santos Santana, de 28 anos, conhecido como Vitinho. Familiares e moradores de Caraíva afirmam que ele não tinha envolvimento com o crime e sustentam que foi confundido com outro homem de apelido semelhante durante a operação. A Polícia Civil nega essa versão e afirma que a ação teve como alvo integrantes de uma organização criminosa.

O outro morto foi Davisson Sampaio dos Santos, conhecido como Alongado. Segundo a Polícia Civil, ele era apontado como líder da facção Anjos da Morte, investigada por controlar o tráfico de drogas em Caraíva e principal alvo da Operação Travessia.

Fonte: Radarnews


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