Polícia Civil elucida assassinato de menor morto com um único tiro no Uldurico Pinto, em M. Neto
Um caso misterioso de assassinato chocou moradores e Medeiros Neto e toda região. No dia 14 de dezembro de 2016, o jovem Paulo Henrique Costa Santos, de apenas 13 anos de idade, foi alvejado com um tiro, enquanto colhia mangas em um terreno, ao lado da casa de um amigo, na Rua Itália, Bairro Uldurico Pinto. Na ocasião, ninguém soube explicar quem atirou no garoto, nem o que aconteceu de verdade.
O caso
Na primeira versão, ouvida pela polícia, o amigo J.A.S, que na época tinha 15 anos, disse que eles estavam brincando no quintal e que Paulo Henrique subiu no muro para colher mangas, logo depois se ouviu um barulho, como de fogos de artifício, e o menino caiu. Ainda de acordo com o depoimento do amigo de Paulo Henrique, após ouvir a queda, pensou que ele tinha passado mal e, junto com outros colegas, acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), porém, quando os socorristas chegam, o garoto já estava sem vida.
Ao procurar escoriações ou hematomas, que pudessem ter causado sua morte, os profissionais encontraram uma perfuração no corpo do menino; momento em que o amigo de Paulo Henrique levantou a hipótese de que ele poderia ter caído em cima de um vergalhão, só que, ao verificar mais profundamente, constataram que se tratava de um ferimento à bala, e o caso tomou proporções de assassinato. Na época, um outro vizinho foi apontado como o autor do disparo.
Reviravolta
120 depois do crime, o delegado Dr. Willian Silva Telles, que há 8 dias é substituto na Delegacia de Polícia Civil de Medeiros Neto, começou a investigar o caso. O delegado achou estranha a versão contada pelo amigo de Paulo Henrique, de que o colega poderia ter caído em cima de um vergalhão, concluiu que o vizinho, que foi apontado como autor, não tinha nada a ver com a história e seguiu as buscas. Cruzando dados e informações do caso de Paulo Henrique, com os casos de violência nas escolas do município, o delegado Dr. Willian Telles encontrou um nome em comum: o do amigo que brincava com Paulo Henrique no momento de sua morte. O adolescente, que na época tinha 15 anos, agora com 16, é o mesmo que ameaçou, com uma arma na cabeça, o colega de apenas 13 anos, no ponto de ônibus da escola, no dia 27 de março.
Conclusão
O delegado então reuniu os garotos que estavam na ocasião da morte de Paulo Henrique e os interrogou separadamente. O adolescente mais novo decidiu contar toda história. Ele contou que estavam todos brincando no quintal, enquanto Paulo Henrique subiu no muro para colher mangas, o seu amigo, J.A.S, apareceu com um revólver nas mãos. A arma estaria com todas as balas no tambor. O menino então retirou as balas, deixando apenas uma e começou a fazer “roleta russa”. Uma brincadeira letal onde, um único disparo, foi o suficiente para interromper a vida do menino Paulo Henrique, de apenas 13 anos.
foi usada para ameaçar o outro colega na escola – teria sido pegada escondida de um tio, que é ex-policial Militar. Nem mesmo a mãe do garoto sabia que ele foi o autor do disparo, pois conseguiu passar a todos a imagem de que estava desolado com a morte do amigo.
Depois de ter confirmado toda a história, o menino, hoje com 16 anos, disse que o disparo da arma não foi feito através do gatilho, mas sim, pelo martelo ou “cão” da arma, peça que realiza o disparo da bala (Foto) e que não foi intencional, que não sabia que a arma disparava desse modo.
O garoto ainda disse que no dia em que ele colocou a arma (a mesma usada para matar Paulo Henrique) na cabeça do colega da escola, ele ficou com medo das Rondas Policiais e vendeu pra outro menor.
De acordo com delegado, Dr. Willian Telles, após o fechamento do caso o inquérito será enviado para o Ministério Público e a Justiça vai decidir se o menor J.A.S de 16 anos, vai responder pelo crime de homicídio culposo com alguma medida socioeducativa. (homicídio involuntário ocorre quando uma pessoa mata outra, mas sem que tivesse esta intenção, nem aceitando os riscos que levem à morte da outra; pode ser por negligencia, imperícia ou imprudência.) Por: Medeirosdiaadia


