Operação contra fraudes bancárias bloqueia R$ 103 milhões e tem Eunápolis como principal alvo

Eunápolis: Uma operação interestadual coordenada pela Polícia Civil da Bahia teve Eunápolis como principal foco no combate a uma organização criminosa investigada por fraudes bancárias eletrônicas e lavagem de dinheiro. Segundo a 23ª Coorpin, o grupo movimentava recursos ilícitos por meio de contas de terceiros, empresas de fachada e transferências via PIX após invasões de contas bancárias.
A ação foi deflagrada nesta quarta-feira (13), com apoio da Polícia Militar da Bahia, Ministério da Justiça e Segurança Pública, e das polícias civis do Ceará, Pernambuco, Goiás e São Paulo.
Durante a operação, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 103 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados. De acordo com a Polícia Civil, a medida busca interromper a movimentação financeira da organização e garantir eventual ressarcimento às vítimas.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão. Sete deles ocorreram em Eunápolis, apontada pela investigação como o principal núcleo operacional do esquema. Os demais mandados foram executados em Crato (CE), Goiânia (GO), Recife (PE) e São Paulo (SP). Celulares, computadores e outros equipamentos eletrônicos foram apreendidos.
Segundo a polícia, o grupo utilizava técnicas de engenharia social para enganar clientes de instituições financeiras. As vítimas recebiam mensagens falsas por SMS alertando sobre supostos bloqueios de contas bancárias. Os links enviados direcionavam para páginas fraudulentas, onde os dados eram capturados pelos criminosos.
Com acesso às contas, os suspeitos realizavam transferências imediatas e não autorizadas via PIX para contas controladas pela organização.
As investigações apontam ainda que os valores eram fragmentados e distribuídos rapidamente entre contas de “laranjas” para dificultar o rastreamento. A polícia afirma que familiares dos investigados e empresas fictícias também eram utilizados para dar aparência legal ao dinheiro obtido com os golpes.
Os investigados poderão responder por estelionato mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de prisão.
Fonte: Radarnews