Moro se lança no PR ao lado de Flávio, ataca Lula e chama ato de Trump sobre PCC e CV de ‘extraordinário’

30 de maio de 2026 às 11:11

O senador Sergio Moro (PL) lançou nesta sexta-feira (29), em Curitiba, sua pré-candidatura ao Governo do Paraná em um evento que marcou mais um passo na aproximação do ex-ministro da Justiça com a família Bolsonaro.

Ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), Moro fez críticas ao governo Lula e elogiou a atuação do pré-candidato à Presidência junto ao governo de Donald Trump para incluir o PCC e o Comando Vermelho na lista de organizações terroristas.

“Flávio, você teve um ato de coragem ao agir paralelamente, contrariamente à posição do Lula, e conseguir convencer o governo norte-americano a colocar o nome dessas organizações terroristas como alvo do governo”, disse Moro.

A reciprocidade estava estampada na camiseta usada por Flávio Bolsonaro, com a frase “Curitiba prendeu. Brasília soltou”, em referência à condenação de Lula assinada por Moro, à época como juiz de primeira instância, no âmbito da Operação Lava Jato.

Flávio disse que Lula se encontrou com Trump para tentar impedir a classificação das facções como organizações terroristas, medida anunciada pelo secretário de Estado Marco Rubio na quinta-feira (28).

“Enquanto ele [Lula] foi lá fazer lobby para o CV e o PCC, foi lamber a bota do Trump para fazer lobby para o CV e o PCC, para defender marginais, nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que eles são.”

Discursando lado a lado de Flávio, Moro defendeu a atuação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no combate ao crime durante o período em que ocupou o cargo de ministro da Justiça. Segundo ele, as ações adotadas contra facções criminosas colocaram tanto ele quanto Bolsonaro na mira desses grupos, tornando-os alvos de ameaças de morte e possíveis retaliações.

Moro afirmou ainda que a atuação de Flávio para defender a inclusão do PCC e do Comando Vermelho na lista de organizações terroristas dos Estados Unidos também o colocou na mira dessas facções.

“Quando você agiu assim, sabia que seu nome iria entrar nessa mesma lista. Mas tenho certeza também de que você, assim como seu pai e assim como eu lá em 2019, pensou no bem-estar da população brasileira.”

A troca de elogios selou uma reaproximação que já vinha desde 2022, quando Moro declarou apoio à reeleição de Bolsonaro contra o então candidato Lula, tendo aparecido ao lado do ex-chefe em um debate.

Moro deixou o governo Bolsonaro em 2020 acusando o então presidente de tentar intervir na Polícia Federal. Na época, Bolsonaro rebateu as acusações afirmando que Moro negociava uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em 2021, Bolsonaro voltou a criticar o ex-ministro, afirmando que Moro havia atuado contra portarias do governo que flexibilizavam o acesso a armas no Brasil.

Também naquele ano, Moro tentou articular uma pré-candidatura à Presidência e fez críticas à família Bolsonaro, citando em discurso as acusações de “rachadinha” contra Flávio.

Por: Politicalivre

Compartilhar:

Relacionadas