Mais uma denúncia de negligência sacode estrutura da UMMI de Teixeira de Freitas
Joelma alega que teve a bacia deslocada após ser submetida à força ao parto normal l Foto: Jornal Alerta
Neste último mês de novembro o caso que tornou-se público e chocou a sociedade regional, foi o da grávida Joelma Cajazeira dos Anjos, internada em 24 de setembro de 2013 e que teria sido forçada a ter uma criança em um parto normal, mesmo tendo alertado aos médicos, que tinha complicações e teria de ser submetida a uma cesariana.
Até os dias atuais, com 32 dias após o parto, a criança tem problema na articulação em um dos braços e a mãe teve que permanecer por quase todo esse tempo imóvel em uma cama, com os movimentos da coluna sustentados com um aparelho metálico, já que a pressão para que a recém-nascida viesse ao mundo teria sido tão grande, que a bacia da paciente se rompeu.
A médica que fez o parto, identificada até agora pelo prenome de Juliana, já teria sido afastada de suas atividades na Unidade Municipal Materno Infaltil (UMMI), mas ninguém sabe ao certo se a profissional continua atendendo em outros lugares.
Agora, na última sexta-feira, dia 29 de novembro, o site Pauta Diária acaba de publicar a morte de um recém-nascido que a família alega ter sido por negligência da médica Elizabete Moreira Barbosa. Há relatos extraoficiais, segundo o PD que a médica teria deixado o pequeno Enzo cair no momento do parto e isso teria causado sua morte.
Resultado na necropsia vai dizer se a criança caiu ou não durante o parto l Foto: Repórter Coragem
A mãe do bebê, segundo familiares ouvidos pelo blog Repórter Coragem, Maria Aparecida Guedes, de 27 anos, deu entrada na quinta-feira, 28 de novembro, à noite, na UMMI, para realização do parto de seu primeiro filho, que aconteceu no dia seguinte. Ainda conforme a família, a mãe teve uma gestação saudável e o bebê teria nascido vivo e minutos depois a médica informou sua morte.
De acordo a declaração de óbito da UMMI, assinada pela própria médica Elizabete Barbosa, a causa morte foi anoxia intrauterina (falta de oxigenação no cérebro), problema que pode acontecer por uma série de fatores, inclusive demora excessiva para o nascimento. O corpo do recém-nascido morto foi necropsiado no IML de Itamaraju, já que Elizabeth Barbosa é médica perita “Ad Hoc” do Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Teixeira de Freitas.
Até a tarde desta segunda-feira (2) a médica Elizabeth Barbosa não tinha respondido as acusações dos familiares do bebê morto. O resultado da necropsia, que deve atestar se o recém-nascido sofreu a queda ou não, será divulgado em 30 dias.
Por: Ronildo Brito