De político a alvo policial: PF coloca Uldurico Júnior no centro de investigação sobre elo com facções criminosas na Bahia

15 de abril de 2026 às 09:38

A Polícia Federal elevou o tom das investigações da Operação Colligatio e colocou o ex-deputado federal Uldurico Júnior no centro de um inquérito que migra do campo político para o policial. O nome que antes figurava nas disputas eleitorais agora aparece vinculado a apurações que envolvem crime organizado e possível interferência no processo democrático.

A operação foi deflagrada na terça-feira, 14 de abril de 2026, com mandados cumpridos em Teixeira de Freitas e Salvador. As investigações tiveram origem em informações do Ministério Público da Bahia e da Corregedoria-Geral de Justiça da Bahia, apontando indícios de uma articulação criminosa com fins eleitorais.

 Do palanque ao inquérito policial

Segundo a Polícia Federal, Uldurico Júnior é apontado como peça central de um suposto esquema que teria buscado apoio de facções criminosas para obtenção de vantagem eleitoral nas eleições de 2024. A investigação indica que o elo teria sido construído com lideranças que atuam dentro do sistema prisional baiano.

Entre os grupos citados estão:

  • Facção Gueto, com atuação no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas
  • Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), com base no presídio daquela cidade

A suspeita é de que a estrutura criminosa pudesse influenciar votos, intimidar eleitores e atuar como braço informal de campanha, o que, se comprovado, configura grave violação ao Estado Democrático de Direito.

📱 Apreensões e avanço das investigações

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais apreenderam:

 Do palanque ao inquérito policial

Segundo a Polícia Federal, Uldurico Júnior é apontado como peça central de um suposto esquema que teria buscado apoio de facções criminosas para obtenção de vantagem eleitoral nas eleições de 2024. A investigação indica que o elo teria sido construído com lideranças que atuam dentro do sistema prisional baiano.

Entre os grupos citados estão:

  • Facção Gueto, com atuação no Conjunto Penal de Teixeira de Freitas
  • Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), com base no presídio daquela cidade

A suspeita é de que a estrutura criminosa pudesse influenciar votos, intimidar eleitores e atuar como braço informal de campanha, o que, se comprovado, configura grave violação ao Estado Democrático de Direito.

📱 Apreensões e avanço das investigações

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes federais apreenderam:

  • Telefones celulares
  • Computadores e notebooks
  • Dispositivos de armazenamento
  • Documentos físicos e digitais
  • Veículos ligados aos investigados

Todo o material será periciado e pode revelar o nível de envolvimento dos investigados, bem como a eventual existência de uma rede estruturada de cooptação entre política e crime organizado.

⚖️ Crimes investigados

Com base nos elementos já reunidos, os investigados podem responder por crimes graves previstos na legislação brasileira:

  • Corrupção eleitoral (art. 299 do Código Eleitoral)
  • Organização criminosa (Lei nº 12.850/2013)
  • Corrupção ativa (art. 333 do Código Penal)
  • Corrupção passiva (art. 317 do Código Penal)

Dependendo do avanço das investigações, outros delitos podem ser incluídos, especialmente se houver comprovação de ligação direta com o tráfico de drogas.

 Linha tênue entre política e crime

A Operação Colligatio expõe um cenário preocupante: a possível infiltração de organizações criminosas no processo eleitoral. O caso marca a transição de um nome conhecido nas páginas políticas para o centro das páginas policiais, evidenciando a gravidade das suspeitas apuradas pelas autoridades federais.

As investigações seguem sob sigilo judicial, e a Polícia Federal não descarta novas fases da operação, à medida que os dados apreendidos forem analisados.

Por: Rafael Vedra/LN

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