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Caso Maranata: CRM-ES vai investigar conduta de pastor preso acusado de coação

Em depoimento à Polícia Federal, outro pastor da congregação disse ter recebido ameças para mudar depoimento em investigação

Fonte: A Gazeta


O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM/ES) vai abrir uma sindicância para apurar a conduta do médico e pastor da Igreja Maranata Amadeu Loureiro Lopes. Em depoimento à Polícia Federal, outro pastor da congregação disse ter recebido ameças de Amadeu enquanto se recuperava de uma cirurgia cardíaca, em um hospital da Grande Vitória.

Se a apuração do Conselho constatar infração, um procedimento ético profissional será aberto e poderá resultar em punições para Amadeu Lopes. Elas podem ir de simples advertência até a cassação do registro profissional.

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Não houve denúncia formal ao CRM, mas a decisão de abrir a sindicância foi tomada a partir de informações publicados pela imprensa. O advogado de Amadeu Lopes preferiu comentar nada sobre as acusações contra o médico. Ele foi preso preventivamente na última terça-feira durante as invetigações sobre coação a testemunhas do processo que avalia possíveis desvios de dinheiro do dízimo dentro da Igreja Maranata.

> Testemunha denuncia ameaça após prisões

O pastor que disse ter recebido as ameaças de Amadeu falou à Polícia Federal, em janeiro deste ano. Em depoimento, afirmou que foi coagido a mudar a versão dada nas investigações sobre os desvios. Além de Amadeu, Elson Reis, presidente da igreja, também teria ido ao hospital forçar mudança no posicionamento da testemunha.

Outro pastor da Maranata, o advogado Itamar Coelho, também foi preso na última terça sob acusação de ameaçar testemunhas. Procurada, a Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB/ES) informou que só iniciará apurações internas contra o advogado preso se ele for condenado judicialmente. Antes da conclusão dos processos, não tomará nenhuma medida contra Itamar. O médico e o pastor continuavam detidos nesta quinta-feira.

Material apreendido com pastores é analisado

O material apreendido nas residências e nos escritórios de líderes da Igreja Maranata e na Rádio Maanaim, na última terça-feira, começou a ser analisado nesta quinta-feira. O trabalho está sendo feito pelos promotores do Grupo Especial de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco), junto da Polícia Federal.

O promotor de Justiça Paulo Panaro não quis adiantar informações sobre o que foi encontrado. Os documentos foram apreendidos durante operação realizada pela Polícia Federal, que prendeu quatro pastores que lideravam a Maranata.

Todos eles são acusados de coagir testemunhas para garantir que mudassem depoimentos já prestados à Justiça e que prejudicam líderes da Maranata. Pelo menos 20 pessoas foram ameaçadas, entre elas um promotor e uma juíza.

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