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Bahia - Brasil -


Sindibancários explica motivos de fechamento de agências do Itaú na região

GREVE

Metas abusivas, falta de funcionários e assédio moral motivaram a paralisação dos funcionário do banco Itaú-Unibanco nesta quinta-feira (08) no extremo sul da Bahia. As agências do banco fecharam suas portas nas cidades de Eunápolis, Porto Seguro e Teixeira de Freitas.

A direção do Sindicato dos Bancários do Extremo Sul da Bahia (Sindibancários) havia realizado reuniões com os funcionários nas três cidades e decidiu agir. Durante o diálogo com os bancários, constatou-se uma série de problemas que motivaram a direção do Sindicato a propor o “enfrentamento”. 

Segundo Thomaz Edson, funcionário do banco Itaú  e diretor do Sindibancários, as paralisações podem ser retomadas. “Depende da boa vontade do banco para o diálogo”, adverte o sindicalista. Segundo ele, a adesão à paralisação no extremo sul foi maciça.

 “Todos estão indignados com a abordagem desrespeitosa e agressiva da gerente operacional regional do banco, que aborda os colegas sempre na base da ameaça”, denuncia Gildenê Prates, também funcionário do banco e diretor do Sindicato.

Os dirigentes informaram que o gerente de relações sindicais do Itaú manteve contato com o Sindicato nesta quinta e prometeu marcar reunião para discutir os temas reivindicados.  “Ou o banco conversa, ou vamos manter a mobilização”, alerta Carlos Eduardo Coimbra, coordenador geral do Sindibancários.

“Estamos estarrecidos com o nível das ameaças”, afirma Thomaz Edson, diante das informações sobre as atitudes por parte da diretoria comercial do banco, que impõe metas abusivas, sem olhar para a falta de condições de trabalho aos funcionários. De acordo com ele, é visível a falta de condições de trabalho nas agencias, principalmente em Porto Seguro.

“Outra questão negativa que queremos discutir é a agência no centro de Teixeira de Freitas, onde foram cortados nos últimos dois anos sete postos de trabalho”, diz Thomaz.

“O sindicato ouviu muitos colegas que estão se automedicando com remédios de tarja preta, ansiolíticos. Os mesmos são obrigados a trabalhar além da sua jornada de trabalho, adoecendo cada vez mais”, completa o dirigente. 

“O Sindibancários vai fortalecer as denúncias contra o banco na sociedade em geral. Ao mesmo tempo, estamos abertos ao diálogo. Nossas reivindicações são claras: queremos mais contratações, fim das metas abusivas, do desrespeito e do assédio moral”, aponta Carlos Eduardo Coimbra.

Da redação/TN

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