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PSB e Podemos veem precipitação em discussão de PSD e PP sobre governo em 2022

Os presidentes estaduais do PSB e do Podemos veem como precipitadas as declarações de Ângelo Coronel (PSD) e João Leão (PP) sobre a formação de chapa para a disputa do governo do estado em 2022 (veja aqui e aqui). Em entrevista ao Bahia Notícias, os deputados federais Bacelar (Podemos) e Lídice da Mata (PSB) afirmaram que não estiveram presentes em conversas sobre as eleições e que consideram prematuro o debate neste momento.

Após o senador Ângelo Coronel defender a formação de uma chapa entre PSD e PP como uma opção ao tradicional enfrentamento entre petistas e carlistas no estado, o vice-governador João Leão também opinou sobre o assunto e afirmou que o PT deveria ceder a vez aos seus aliados na cabeça de chapa em 2022. Tanto Bacelar quanto Lídice consideram que ainda é cedo para o início das conversas.

“Essas discussões são prematuras no momento. O governador ainda está na metade do seu mandato. Tem mais de um ano e meio pela frente. Com Covid, com o mandato do governador em pleno exercício, não é hora de se falar disso”, opinou o presidente estadual do Podemos.

“Está muito distante efetivamente da eleição. As regras do jogo não estão claras. A Câmara dos Deputados está discutindo uma reforma política, que ninguém sabe o que é que vai sair e que tem como prazo máximo de votação setembro. Está tudo muito em aberto para decisões tão definitivas. Mas, se o PP e o PSD lançarem uma candidatura, nós vamos discutir a política diante delas. Acho meio precipitado”, declarou a presidente estadual do PSB.

Lídice ainda demonstrou estranheza, relatando que não foi chamada nem por PP nem por PSD para conversas relativas à construção de uma chapa alternativa para 2022.

“Estranhamos essas declarações, porque eu não sei que composição é essa, que arquitetura é essa. Se o PSB não foi chamado para conversar com esses atores, muito menos posso tratar disso. Eles precisam explicar o que é isso que estão construindo, uma chapa PP-PSD. Realmente, não sei como é que isso se construiria. Mas isso cabe a eles explicar”, pontuou Lídice.

O presidente estadual do PCdoB, Davidson Magalhães, atual secretário do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte na Bahia, também foi procurado pela reportagem, mas não respondeu até a finalização desta nota.

PREFERÊNCIA POR WAGNER

Apesar de declarar que as discussões são prematuras, Bacelar não ficou em cima do muro quando foi perguntado qual era a sua preferência para o governo do estado em 2022. Segundo ele, o nome mais adequado para a disputa contra ACM Neto (DEM) é o do ex-governador Jaques Wagner.

“Eu defendo que seja mantido o mesmo conjunto de forças que vêm dando certo na Bahia já há quatro eleições. Acho que, dentro do grupo, é legítimo que outros partidos, principalmente os maiores do agrupamento, pleiteiem a cabeça de chapa. Isso é natural e democrático. Eu, pessoalmente, defendo o nome do senador Wagner. Essa é a minha opinião. É a minha vontade”, afirmou o deputado – que pertencia à oposição ao então governador quando esteve na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Por outro lado, Bacelar também avaliou que o fato da base do governo ter outros nomes viáveis para a candidatura, como os do senador Otto Alencar (PSD) e de João Leão, demonstra a envergadura do bloco de apoio ao governador Rui Costa (PT).

“Mostra que é um grupo forte. Um grupo que o senador Wagner construiu e que o governador Rui hoje lidera é um dos maiores grupos políticos do Brasil. Por isso, deve ser mantido”, finalizou Bacelar.

PSB ANALISA CENÁRIO

Já Lídice, preferiu não indicar uma preferência de nome para 2022 e deixou em aberta inclusive a possibilidade do PSB lançar uma candidatura própria, dependendo de como as regras do jogo serão definidas até setembro de 2021.

“O PSB está muito voltado para a construção de seu projeto de autorreforma; construção de sua chapa eleitoral, caso nós tenhamos as mesmas regras do ano passado, que são regras difíceis. Queremos discutir o estado, para ver qual é o projeto que teremos daqui para a frente. Porque, se nós não tivermos coligação proporcional, temos que tentar construir um cenário que nos garanta a vitória”, indicou a líder socialista.

A deputada ainda relembrou a situação ocorrida em 2014, quando, em função da candidatura de Eduardo Campos (ex-governador de Pernambuco, hoje falecido), o PSB nacional solicitou o lançamento de candidatura própria na Bahia. Segundo Lídice, o então governador Jaques Wagner foi comunicado da decisão na época.

“Nós estamos em uma base de governo. Compreendemos que, ao estar integrantes dessa base, devemos conversar com os parceiros. Claro que pode haver uma situação em que o PSB precise ter uma candidatura, como já teve, mas nunca sem comunicar aos parceiros, sem debater”, finalizou.

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