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Pesquisa de chumbo nas mãos dos jovens que tombaram em confronto com a CIPE dá resultado negativo

VITIMA 1 C

Teixeira de Freitas: O suposto confronto entre policiais da CIPE e dois jovens, ocorrido em 27 de julho, gerou grande polêmica e dividiu opiniões. O caso ainda está sendo apurado e na manhã desta terça-feira, 17 de setembro, o Liberdade News teve acesso com exclusividade aos resultados dos laudos de “chumbo particulado em mãos” e “pesquisa de sangue humano em porção de solo”. Os laudos foram confeccionados no Laboratório Central de Polícia Técnica, em Salvador, e entregues na Polícia Civil.

Na época, segundo a guarnição da CIPE, os policiais saíram em perseguição a dois indivíduos, a bordo de uma moto CG, e nas imediações do Bairro Colina Verde, após caírem da moto, os indivíduos se levantaram e começaram a atirar contra a guarnição, que revidou. Os indivíduos foram identificados como, Diego Gonçalves da Silva, 25 anos de idade e o menor Alan Alves Neres, com 17 anos de idade. Os dois foram atingidos e socorridos pela própria guarnição ao HMTF, morrendo logo depois de ter dado entrada no hospital.

LAUDO 1 C

 

O caso gerou certo desconforto entre os policiais da CIPE e o delegado titular, Dr. Marco Antônio Neves, que segundo o mesmo, ao solicitarem as armas e todo o material envolvido no confronto, além do depoimento dos policiais que participaram do “confronto” – teve uma negativa por parte do Tenente Zuqui, que comandava a operação. Segundo o tenente, toda a ação pré e pós-confronto foi orientada pelo comandante da corporação, o Major França. Segundo França, todos os procedimentos de praxe foram tomados.

Com o objetivo de concluir o inquérito e tentar entender a dinâmica da ação (confronto), o delegado Marco Antônio solicitou uma perícia no local, que foi efetuada no dia 06 de agosto, pelos peritos do Departamento de Polícia Técnica. Segundo o perito Marco Antônio Lima, foi encontrada uma mancha por acumulação, possivelmente de sangue, a qual foi encaminhada a Salvador para exames compatíveis. Segundo o delegado Marco Antônio, foi solicitada uma pericia de local para saber se realmente houve o confronto, já que os militares se negaram a prestar depoimento.

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Por Edvaldo Alves/LN

 

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