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O desafio da interiorização do combate à Covid-19 e o legado na infraestrutura de saúde

Um dano colateral do novo coronavírus será o aumento da infraestrutura de saúde no Brasil. Antes muito concentradas nos grandes centros urbanos, as unidades de saúde com maior complexidade foram instaladas às pressas e devem servir como uma espécie de “legado”, em meio aos nefastos números esperados para a pandemia. É a lógica de olhar o problema pela ótica do copo meio cheio. A adversidade vai gerar algo com o que, historicamente, os governos não se preocupavam: a interiorização da saúde.

Pena que acontece em um ritmo muito menor do que o necessário. Depois da expansão nas cidades maiores – com exceções na região sul da Bahia -, a Covid-19 deve arrasar municípios baianos menores. Sem estrutura para dar suporte a casos mais graves, as prefeituras tentam, em vão, conter a disseminação do coronavírus para tentar reduzir o número de casos. Lamentavelmente, não conseguem. Parte por conta da incompetência de comunicação e parte por falta de consciência da população. Independente das responsabilidades, o resultado será trágico. Cada vida fará falta para alguém.

Ainda que os números sigam em curva ascendente, a discussão sobre reabertura do comércio começa a tomar proporções difíceis de serem controladas. Para os prefeitos, é difícil resistir à pressão política para retomar as atividades regulares. Em um ano eleitoral, quando a máquina estatal favorece quem está no poder, é provável que haja uma concessão ainda mais flexível, sob o risco de perder o capital político. Não precisa ser o mais esperto para saber, entre esfacelamento de apoio e a flexibilização do comércio, qual lado é menos duro de escolher.

O desempenho dos gestores públicos durante a pandemia deve ser crucial para entender os rumos das eleições de 2020 – que até aqui não tiveram mudança na data. Seja para ampliar a oferta de acesso à saúde, com aumento da capacidade de suporte, seja para a negociação com setores produtivos para encontrar um meio-termo entre o completo isolamento social e a reabertura total das atividades. Nas maiores cidades, a situação é até menos complexa, pois outros entes federativos tendem a auxiliar. Já nos lugares onde o vento faz a curva, o desafio extra é saber administrar a crise de maneira menos traumática.

Os cenários pós-pandemia são bem difíceis de prever. Até porque não está claro quando a disseminação do coronavírus vai ser estabilizada. Ainda assim é importante enxergar uma luz no fim do túnel, com a expectativa de que algo de bom vai sair do caos. É ter um quê de otimismo para não endoidecer de vez.

Por: Mateus Pereira/BN

 

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