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Maus-tratos pode ter sido a causa morte de um bebê de 3 meses em Teixeira de Freitas

BEBE

O chefe da 8ª Coordenadoria Regional da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, delegado Marcus Vinicius, determinou nesta segunda-feira (1º/07), a abertura de um inquérito policial para apurar a ocorrência da morte de uma criança identificada por Enzo Ferreira Cajá, de apenas 3 meses de idade, que residia na Rua Vinicius de Moraes, no bairro Colina Verde, na zona norte da cidade. O bebê teria sido encontrado morto no seu berço, no início da manhã do último domingo (30/06), pela própria mãe da criança.

De acordo a delegada Rina Andrade, autoridade policial designada para presidir o inquérito policial do caso, em conformidade com os relatos dos parentes e testemunhas ouvidas nas oitivas produzidas até então pela Polícia Civil, está característico que o bebê morreu por desnutrição e por atos de maus-tratos da sua própria mãe, que conforme relatos de vizinhos e dos seus próprios familiares, nos últimos dias vinha esbravejando que sentia vontade de matar o menino dentro de um balde d’água ou atirá-lo no rio toda vez que o mesmo chorava por comida. O pai da criança é separado da mãe e mora em Vitória, no Espírito Santo.

De acordo com a oitiva de uma tia paterna do bebê morto, Rosilene Lapricho Cerva, 26 anos, a criança morreu por falta de zelo da mãe. “Cerca de oito dias atrás ela foi na propriedade rural da minha mãe e não levou se quer a mamadeira do menino. E tinha o hábito de ir beber nos bares e largava a criança quase o dia inteiro sem se alimentar”, denunciou. Mas a mãe do bebê, Neuzélia Ferreira Soares, 28 anos, tentou argumentar que o seu filho morreu em conseqüência de possíveis maus-tratos cometidos pela avó paterna do filho, com quem o bebê havia estado nos últimos 4 dias anteriores à sua morte e teria tomado chá de araruta com água.

Contudo, a avó do bebê, Júlia Paulo Custódio, 48 anos, disse que apanhou a criança para alimentá-la desde quarta-feira (26/06), tendo em vista que a ex-nora havia dito que não tinha dinheiro nem para comprar leite e devolveu o menino quando a mesma foi buscá-lo no início da tarde de sábado (29), com a criança aparentando sinais de normalidade e teria feito todo tipo de apelos para que a Neuzélia mantivesse o neto com ela (a avó), tendo em vista que na sexta-feira (28) a criança apresentou sintomas de febre, corpo mole e necessitava de cuidados especiais. Mas a permissão de manter a criança com a avó paterna não foi concedida pela mãe. Perguntada sobre o chá de araruta que teria sido dado ao bebê, a avó negou. (Da araruta se extrai uma fécula branca, uma tapioca comercial, empregada nas confeitarias, na confecção de biscoitos, bolos e doces. Seu mingau fortalece os fracos, crianças e idosos. É muito recomendado para as crianças com problemas intestinais, dispepsias. Aplica-se também em feridas purulentas e é contraveneno de cobra. E ainda possui propriedades que ajudam a manter o equilíbrio do organismo, possui cálcio, potássio, magnésio, ferro, proteínas, zinco e fibras. É um alimento funcional, não é um medicamento, no entanto seu uso está associado ao controle natural de algumas enfermidades como: diabetes, obesidade, ossos, rins, fígado e circulação).

O corpo do bebê foi encaminhado para exame de medicina legal no IML – Instituto Médico Legal de Teixeira de Freitas e conforme a médica legista Márcia Cunha, a causa aparente da morte foi Inanição, que segundo a medicina é um estado em que a pessoa encontra-se extremamente enfraquecida, fraqueza por carência de alimentação ou por defeito de assimilação dos nervos. Ou seja, quando uma pessoa fica muito tempo sem comer, ela apresenta quadro de inanição, podendo ser fatal, já que causa debilidade extrema por falta prolongada de comida. Contudo, o laudo oficial sobre a verdadeira causa morte do bebê Enzo Ferreira Cajá, de 3 meses, só deve ser divulgado pela Polícia Científica para a Polícia Civil, num prazo equivalente a 30 dias

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