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Bahia - Brasil -


Homens armados e com coletes haviam procurado pelos São Leão uma semana antes da emboscada

SÃO LEÃO H

A Polícia Civil deve concluir nos próximos dias o inquérito policial sobre a morte do irmão do ex-vereador Juarez Borges São Leão. Uma das linhas de investigação deve ser a relação do envolvimento da família São Leão na morte do sargento da reserva da Polícia Militar da Bahia, Antônio Carlos Borges da Silva, de 52 anos, ocorrido no dia 30 de março de 2010.

Gilmar Borges São Leão, 45 anos, no último dia 21, por volta das 15h30, foi vítima de disparos de escopeta e revólver. O crime, que sugere ser uma emboscada, ocorreu próximo à fazenda de Edite Jardim, em uma estrada vicinal que liga a BA-290 à Curvelo da Conceição, município de Itanhém (leia aqui).

A vítima desta emboscada é irmão de Wilson Borges São Leão e Durval de Jesus São Leão, réus confessos do homicídio do sargento Borges. Wilson e Durval foram absolvidos em julgamento realizado no dia 17 de outubro de 2012, na cidade de Itanhém.

Na ocasião, familiares do sargento Borges vieram de Juazeiro, no Norte da Bahia, acompanhar o julgamento. Dois filhos dele e a mulher, a educadora Vilma Borges, e outros três parentes, vestiam uma camiseta em que aparecia, na frente, a foto do sargento com a inscrição “Borges, saudades eternas”. Nas costas da camiseta um verso da poesia “Saudade”, do chileno Pablo Neruda: “Saudade é amar um passado que ainda não passou, é recusar um presente que nos machuca, é não viver o futuro que nos convida…” e o acréscimo da expressão popular “mas permanecerá vivo em nossos corações”.

Homens desconhecidos

Um boletim de ocorrência foi registrado uma semana antes da emboscada por Gilvan Borges São Leão, que é irmão da vítima. Na ocorrência Gilvan relata que populares foram abordados por dois homens com armas em punho, em um carro branco, com placa de Salvador, que não teve a numeração anotada, na estrada que dá acesso à região da Surpresa e Curvelo da Conceição, no município de Itanhém, onde moram a maioria dos irmãos São Leão e seus familiares. Os dois homens desconhecidos, que segundo o registro faziam uso de colete balístico, ao abordar as pessoas procuravam pelos São Leão.

A presença desses dois homens à procura dos São Leão coincide com o mesmo período em que a Polícia Civil fez várias diligências em razão de um assalto à fazenda naquela região e em torno do esclarecimento de um crime de estupro envolvendo Clézio Pereira dos Santos, que se identificava como pastor.

Cerca de um mês antes da emboscada um dos irmãos prestou queixa na delegacia de Itanhém por ameaça. O delegado Jorge da Silva Nascimento ouviu testemunhas e até uma câmera fotográfica foi recolhida pela Polícia Civil para perícia.

Vingança

Na ocasião da morte do sargento Borges, os irmãos Wilson Borges São Leão e Durval de Jesus São Leão confessaram ter matado, com tiros de escopeta, o policial militar, numa emboscada cinematográfica na BA 290, a cinco km de Itanhém. Outro policial que estava no carro com o sargento também foi alvejado com tiros de raspão e, por pouco, não morreu.

Wilson e Durval confessaram ao delegado Jorge Nascimento que cometeram o crime para vingar a morte do patriarca da família, Luiz São Leão, de 75 anos, que foi morto no dia 31 de outubro de 2007, em sua propriedade rural, na região da Surpresa, no município de Itanhém. A família acredita que o sargento Borges e um homem identificado pelo prenome de Gilmar, foram os autores do homicídio do ancião. Por: Edelvânio Pinheiro

 

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