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Família quer investigação sobre morte de mãe e bebê durante parto em Eunápolis

Conforme reportagem da TV Bahia a família de Osana de Oliveira Lima, 22 anos, oriunda de Itabela, está pedindo que os óbitos da jovem e seu bebê sejam investigados.
Familiares da jovem mãe dizem que Osana entrou em trabalho de parto na última terça-feira (5) no Hospital Regional de Eunápolis, e teve sua morte diagnosticada durante a cesariana.  Osana foi encaminhada inicialmente ao Hospital Frei Ricardo, em Itabela, mas por conta do risco do parto, acabou sendo levada para o Hospital Regional de Eunápolis (HRE).
A cunhada da vítima, Rosileia Dias, denuncia que teve um “péssimo atendimento”, na unidade hospitalar de Eunápolis. “O recepcionista me chamou de mentirosa, falou que ela não estava sentindo dores, me tratou super mal. O doutor (médico) sequer olhou os exames dela. Deu duas injeções e mandou ela para casa sem repouso”, relatou.
Nesta semana o delegado Robson Marocci, titular de Caravelas, indiciou a médica Alba Marli Pereira dos Santos em crime de omissão de socorro com base no Artigo 135 do Código Penal Brasileiro, pelo fato de a mesma supostamente não ter adotado medidas corretas para socorrer a adolescente Josiele Martins do Nascimento, 16 anos, que morreu durante procedimento de parto do hospital da cidade.
A jovem, grávida do primeiro filho, foi enterrada no Cemitério de Juerana, interior do município, no domingo do dia 27 de novembro de 2011, vítima de uma Embolia Aminiótica após ter passado dois dias sofrendo a dor de um parto que deveria ser de cesariana no Hospital Municipal de Caravelas. A família da jovem morta declara que o feto ainda mexia na barriga da mãe durante o velório.
O delegado Robson Marocci entendeu que o caso foi um exemplo clássico do crime omissivo, que é “deixar de prestar socorro a quem não tenha condições de socorrer a si próprio ou comunicar o evento à autoridade pública que o possa fazê-lo”. O inquérito já foi remedido à Justiça e aguarda-se agora o posicionamento do Ministério Público frente ao caso.
Por: Ronildo Brito

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