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Diretor da prisão de Eunápolis crê que briga de facções causou rebelião

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O diretor do presídio de Eunápolis, major Gilson Paixão informou em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (30) que uma investigação foi aberta para identificar o motivo da rebelião ocorrida em uma das alas do presídio, na última segunda-feira (28). De acordo com o diretor, a suspeita é de que a rebelião tenha sido causada após uma briga entre facções rivais.

Dos seis mortos confirmados, quatro pertenciam à uma mesma facção de Porto Seguro, sendo dois condenados por estupro. De acordo com o diretor, a maioria das rebeliões ocorrem com o objetivo de reivindicar algo, e uma negociação é iniciada, porém no caso de Eunápolis, na tentativa de aproximação, a equipe do presídio foi recebida a pedradas.

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Segundo o diretor, a rebelião ocorreu em uma ala que continha 341 presos. Serão transferidos 230 para três unidades diferentes, dentre eles os identificados como os líderes da rebelião. A demora na trânsferência acontece por falta de vagas causadas pela superlotação dos presídios no Brasil.

“Em momento nenhum eles negociaram. Quando nos aproximávamos eles jogavam pedras. Assim que a confusão começou eles já partiram pra o quebra-quebra. Não descartamos a possibilidade de a rebelião ter ocorrido por uma ordem de fora.”, disse o diretor.

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Na operação de retomada, policiais militares e agentes penitenciários sofreram escoriações causados por objetos atirados pelos presidiários. Quando perguntado sobre a demora no controle da rebelião, o diretor explicou que existem procedimentos a serem tomados antes da intervenção imediata da polícia.
“Quando há uma rebelião, a primeira medida que tomamos é a negociação. O diretor ou comandante vai até eles e tenta negociar. Assim que começa uma rebelião, colocamos policia ao redor do presídio para evitar fuga em massa. Não tendo negociação, a tropa de choque entra e toma a unidade, controla e faz a verificação das celas”, explicou o diretor do presídio.

A rebelião agora será investigada pela delegacia de Eunápolis. As celas danificadas serão reformadas e devem ficar prontas em até 20 dias.

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Identificação dos corpos

Os corpos dos seis presos mortos durante a rebelião na ala provisória do Conjunto Penal do município de Eunápolis, no extremo sul, começam a ser reconhecidos por familiares na última terça (29). Até por volta das 11h, um tinha sido liberado do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade de Porto Seguro, para onde foram levados para a perícia. Segundo informações do presídio, um grupo de presos invadiu a cela dos presidiários, levaram eles para o pátio da unidade, quando os amarraram em colchões e atearam fogo.

As vítimas fatais foram identificadas pelo presídio, nos nomes de: Melk Silva Souza, Luzinei de Araújo dos Santos, Glimarin Soriano dos Santos, Geraldo Oliveira de Almeida, Sullivan Santos Marinho e Valdieiro Pereira Silva.

Outras sete pessoas ficaram feridas e foram socorridas para o Hospital Regional da cidade. Quatro receberam alta médica e três ainda continuam internados na manhã desta terça.

Foto: Alex Barbosa/ BAHIA DIA A DIA

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