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Delegado da detalhes da morte “Jel Lopes” e descarta envolvimento com drogas

O delegado-chefe da 8ª Coordenadoria Regional da Polícia Civil de Teixeira de Freitas, Dr. Marcus Vinicius, reuniu a imprensa no final da tarde desta quarta-feira (30/04), para oficialmente pela primeira vez, esclarecer detalhes e falar sobre o andamento das apurações do caso do assassinato do jornalista Jel Lopes que no último dia 27 de abril, completou 60 dias que foi morto. O delegado Marcus Vinicius reuniu os outros três delegados que trabalham no caso, Kleber Gonçalves, Marcos Antônio Neves e Wendel Ferreira e passou todas as informações possíveis que puderam divulgar e disse que a solução do caso Jel Lopes é só uma questão de tempo para esclarecê-lo.

O delegado Marcus Vinicius que preside o inquérito do caso, informou que na última segunda-feira (28/04), se reuniu com os dois promotores criminais da comarca de Teixeira de Freitas, Gilberto Campos, titular da 1ª Promotoria de Justiça e Graziella Junqueira Pereira, titular da 3ª Promotoria Criminal e coordenadora regional do Ministério Público Estadual, onde foi fornecido uma parcial das apurações e solicitado prorrogação do tempo para se concluir o inquérito. O delegado informou que duas linhas das investigações que se trabalhavam sobre a motivação que levou a execução do jornalista já foram enfraquecidas (descartadas), envolvimento com drogas e crime passional. Contudo, informou que a linha mais forte é a ligação do crime com as atividades profissionais exercidas pelo jornalista.

Marcus Vinicius informou que já produziu oitivas com testemunhas e pessoas que tiveram ligações com a vítima, antes, durante e que teriam depois do crime. Que apreendeu imagens de estabelecimentos comerciais e também recolheu o HD devidamente intacto do sistema de videomonitoramento da cidade de Teixeira de Freitas e se aguarda apenas os laudos da perícia da Polícia Científica que examina todo o material para se conhecer com nitidez e precisões os detalhes revelados pelas filmagens. E mandou um recado que não se intimidará com aqueles que querem desqualificar a sua conduta profissional e tenta atrapalhar os trabalhos com os exageros e leviandades e, para os que tentam desqualificar o trabalho da sua equipe, que tomará as providências jurídicas.

O delegado coordenador Marcus Vinicius, passou ainda uma informação essencial, revelando que o carro usado pelos matadores do jornalista, não foi um Toyota Corola como foi amplamente divulgado e, sim um Ford Focus Sedan, cor Prata. Ainda informou que já sugeriu aos seus superiores e vai requerer oficialmente, o envio de um grupo de reforço para a sede da 8ª Coorpin para que possa somar nas apurações a partir de Teixeira de Freitas, onde se origina as investigações e, sobretudo, para que fortaleça a lisura dos trabalhos. E, concluiu dizendo que custe o que custar e independente do tempo e da demanda, mas a Polícia Civil chegará aos matadores e aos mandantes da morte do jornalista Jel Lopes.

POLICIA

O crime

O crime Completou no último domingo (27/04), 60 dias do assassinato do radialista e jornalista Jeolino Xavier Lopes, o “Jel Lopes”, 44 anos. O repórter Jel Lopes foi abatido com 6 tiros por volta das 21h15 de quinta-feira do último dia 27 de fevereiro, no interior do seu veículo, um Volkswagen modelo Voyage, cor verde, plotado com a marca do seu portal de notícias. O crime ocorreu em frente ao prédio de nº 348 da Rua da Saudade, no bairro Bela Vista, numa região central de Teixeira de Freitas, onde foi deixar em casa, o colega repórter esportivo Djalma Ferreira, 60 anos. A sua namorada Daniele Ferreira dos Santos, 25 anos, que estava no banco traseiro, acabou ferida na perna direita por um projétil de arma de fogo.

Os criminosos estavam a bordo de um Ford Focus Sedan, cor Prata, que emparelhou ao seu veículo e um homem da porta dos fundos desceu e disparou vários tiros contra o jornalista, que estava ao volante do seu carro aguardando sua namorada sair do banco traseiro para embarcar no banco dianteiro. O repórter esportivo Djalma Ferreira ainda não tinha conseguido abrir o portão quando os tiros aconteceram, mas ele preferiu não olhar para trás e adentrou no seu prédio e bateu o portão. Só quando ouviu os gritos de socorro da namorada do jornalista, ele saiu para verificar o que tinha ocorrido.

A namorada do jornalista estava no banco traseiro, porque teria oferecido o banco do carona para o repórter esportivo que estava recém operado. A moça conta que não conseguiu enxergar absolutamente nada, porque foi tudo muito rápido e aconteceram os tiros no momento que ela se preparava para descer da porta traseira para ocupar o banco da frente e a única coisa que conseguiu enxergar, foi um carro claro fugindo em direção ao mesmo sentido do veículo da vítima. No local os peritos recolheram no chão, três cápsulas calibre 9 milímetros e um projétil, outro projétil foi localizado na caixa de ar do painel do carro da vítima.

Conforme o filho da vítima, o também jornalista Joris Bento Xavier, 15 dias após o crime, quando foi buscar o carro do pai no pátio do Departamento de Polícia Técnica por meio de um termo de entrega, encontrou mais uma cápsula no banco do carona e durante a higienização do veículo, os operários do posto de lavagem localizaram mais três projéteis no interior do automóvel.

O laudo criminalístico e de medicina legal expedido pelo perito criminal Manoel Garrido e pela médica legista Cezarina Siqueira, revela que o jornalista Jel Lopes foi assassinado com 6 perfurações, sendo duas que lhe atingiram a parte baixa da cabeça e 4 na região do tórax, todas com orifícios de entrada pelo lado esquerdo. Os peritos constataram que quatro dos 6 tiros que atingiram o jornalista, tiveram seus projéteis transfixados, inclusive os dois que lhe atingiram a parte baixa da cabeça que quebraram sua mandíbula. E dois projéteis foram extraídos durante a necropsia alojados no coração do jornalista. Pela dinâmica do local do crime, os peritos evidenciaram que o projétil que atingiu e se alojou na perna direita da namorada do jornalista, seja um dos projéteis que transfixaram do corpo da vítima. (Por Athylla Borborema)

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